terça-feira, 22 de setembro de 2009

Alimentador coletivo para ASF


Numa criação grande, com mais de 50 colônias reunidas num só meliponário, é preciso agilizar o manejo das abelhas, principalmente com relação a alimentação, não dá pra ficar abrindo todas as colônias todos os dias para alimentar as abelhas com o xarope, fora o trabalho e o estresse que provoca as abelhas não tenho tempo para isso.

Dessa maneira, se faz necessário o uso do alimentador coletivo. Esse tipo de alimentador é indispensável para o trato, quase que diário, com as abelhas sem ferrão. As vantagens dele são inúmeras, a começar pela praticidade de que é feito, o custo para sua confecção e agilidade que ele pode ser retirado (se necessário) do local da alimentação caso seja necessário.


O alimentador é feito de isopor grosso, material fácil de ser cortado e mais ainda de ser comprado, para limpá-lo é só deixar a água da torneira escorrer por ele e depois secar ao sol, muito fácil e prático.

Esse alimentador foi pensado inicialmente pelo Pedro Paulo Peixoto, amigo do meliponário do sertão e um grande criador de ASF principalmente de Uruçu amarela no Rio de Janeiro-RJ, eu apenas inseri algumas alterações que facilitam o trabalho de coleta das abelhas, evitando acidentes e afogamento.



Uma delas foi o uso da tela por cima do alimentador, a tela vazada é muito de ser encontrada no comércio, é barata e pode ser improvidada com qualquer outro material, como por exemplo um pedaço de um mosquiteiro velho.



Outra alteração foi a interligação de todas as raias do coxo, assim ele seca de maneira uniforme em todas as raias. Um outro detalhe bem interessante, as raias tem profundidades diferentes, começa raso e fai ficando profundo na medida que se aproxima da interligação das raias.

Esse detalhe faz uma grande diferença pois na medida que o alimento for se acabando, ele vai se concentrando no centro, facilitando a retirada o excedente na hora que interromper a alimentação.

É importante que o alimentador seja disponibilizado num local e horário fixos, pois com o passar dos dias as abelhas aprendem o horário e o local que ele se encontra, é muito interessante ver isso pois mal eu chego com alimentador e várias batedoras já estão de plantão esperando pelo seu café da manhã.



A alimentação coletiva só tem uma desvantagem, a concorrências das Sem ferrão com as de ferrão. Com o passar do tempo de alimentação as africanizadas, famintas e ferozes, vão aparecendo, na medida que as batedoras forem posando precisam serem imediatamente sacrificadas.

Observe que ao lado do alimentador está uma chave de fenda, ela não está aí por acaso, tem uma finalidade. A base da chave é bem larga e facilita na hora de esmagar as africanizadas na medida que elas forem aparecendo.



Não aparecem muitas, uma ou outra dá o ar de sua infeliz presença a cada 8 a 10 minutos, mas basta uma conseguir coletar um pouco de alimento que se dirige de imediato ao seu enxame trazendo consigo mais algumas dezenas e essas dezenas rapidamente podem se transfomarem em algumas centenas.

Dessa maneira, é extremamente importante que o meliponicultor fique de sentinela ao lado do alimentador, controlando quem aparece na área para evitar sustos desnecessários.

Se o controle se perder é hora de suspender a alimentação de continuar em outro dia.

att,

Mossoró-RN, 22 de setembro de 2009.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

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Waldir disse...

só não gostei da ideia de matar outras abelhas, abelhas são abelhas não importa se tem ou não ferão, temos que preservalas,vamos descobrir outro jeito, por exemplo aqui eu coloco quatro horas da manha e vou alternando dias deu serto sem matar abelhas.
um abraço.
waldir vogel

Kalhil Pereira disse...

Caro Waldir, também não gosto de matar inseto nenhum, mas infelizmente se eu não sacrificá-las, rapidamente elas tomam contam do alimentador e chegam as centenas, e as vezes aos milhares, digo isso com segurança amigo pois já vi isso de muito perto. Já passei alguns sufocos com a agressividade das Africanizadas do meu País, elas simplesmente entram em luta com as Jandaíras pela disputa do alimentador, e como a relação populacional é bem desproporcional as minhas bobas Jandaíras não tem chances frente as número de Apis.
Já ouvi vários relatos de graves acidentes de outros meliponicultores com as apis e mesmo realizando a alimentação em dias alternados, sempre elas aparecem pois elas percebem de longe o cheiro do alimento.
E de todo o modo, as africanizadas não estão em extinção, pelo contrário, tem sido muito discutido o controle da apis em zonas urbanas, talvez o amigo não saiba mas todos os dias o Corpo de Bombeiros da minha cidade é chamado para capturar enxames volantes de africanizadas em escolas, residências, hospitais etc.
Então meu caro, matar uma ou outraa abelha é um mal necessário para que evitemos problemas maiores que lhe garanto, são bem sérios.

2 comentários:

Waldir on 22 de setembro de 2009 23:50 disse...

só não gostei da ideia de matar outras abelhas, abelhas são abelhas não importa se tem ou não ferão, temos que preservalas,vamos descobrir outro jeito, por exemplo aqui eu coloco quatro horas da manha e vou alternando dias deu serto sem matar abelhas.
um abraço
waldir vogel

Anônimo disse...

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